Já associamos o skate ao pixo em outras ocasiões. Vale, mais uma vez, resgatar essa semelhança para ilustrar nosso ponto aqui. A manobra que mais se aproxima da prática da pixação é o Wallride. A “tag” do skatista, no entanto, é um pouco menos complexa que a dos artistas urbanos. Geralmente, é possível identificá-la como um traço feito pelas rodinhas, lembrando um arco-íris desenhado em tons de cinza e preto. O movimento do skate ao realizar o Wallride, subindo e descendo pela parede, produz esses rastros. Há também, nesse gesto, o ato de transgredir a arquitetura, deixar sua marca e, de certa forma, passar a pertencer àquele espaço.

Essa proposta foi explorada de maneira muito interessante por João Victor Fouraux, o “Dino”, estudante de antropologia e diretor de “Assinaturas 2”, video part de Josimar Freire. Assinaturas é mais do que uma analogia visual, como destacamos no parágrafo anterior. Trata-se de uma marca registrada do skate juiz-forano. Diante da escassez de picos skatáveis na cidade, os skatistas locais encontraram nos muros um estilo próprio. E aqui vai uma dica, caso você passe por Juiz de Fora: aprenda a mandar um Wallride para evitar constrangimentos.

Para entender melhor como o Wallride moldou a identidade dos skatistas de Juiz de Fora, e o que ficou nas entrelinhas de “Assinaturas 2”, trocamos uma ideia com Dino. A seguir, é altamente recomendável ter um bloco de notas por perto, porque o que vem é uma aula. João Victor é um skate nerd e também uma máquina de referências, então fique atento para não deixar escapar nenhuma. 

Waldir Anthony: Salve, Dino, tudo certo, mano? Já quero começar falando um pouco sobre este último projeto seu, que foram 3 anos de filmagem, “Assinaturas 2”. Gostaria de saber como você soube que ele estava realmente pronto?

João Victor Fouraux (Dino): Vou explicar melhor o que foram esses 3 anos. Na verdade, não foram 3 anos. O vídeo começou a ganhar forma mesmo em 2022, só que a gente começou o projeto em 2021, que foi quando comprei a câmera. Eu tava muito tempo sem filmar, tava vagabundão, bebendo, fazendo nada e tava sem dinheiro pra comprar a câmera. E foi o Josimar que me motivou a voltar a fazer vídeos. Daí eu comprei a câmera, sei lá, em 2021. A gente já tava com a ideia de filmar algo junto, mas não necessariamente uma parte. Só que aí ele machucou o joelho e ficou imobilizado, ainda em 2021. Daí comecei a fazer a parte do João Galvão, que foi “Só Força”. E isso foi do final de 2021 até a metade de 2022, ou até um pouco antes disso. Foi um vídeo que realmente fizemos muito rápido. Daí, quando o Josi se recuperou, começamos a dar início ao vídeo [Assinaturas 2] mesmo. Só que me mudei pra João Pessoa em agosto de 2022. Então, a gente gravou durante as minhas férias lá em Juiz de Fora, entendeu? Quando ia passar as férias, em vez de ficar com minha mãe ou minha família, eu passava a semana toda e as madrugadas, tentando conciliar skate com bebedeira (risos), e ainda filmar o vídeo com o Josimar — o que deixou ele muito puto, inclusive. E aí, já tinham passado esses três anos e a gente já estava com bastante imagem acumulada. Então aconteceu o seguinte: no começo do ano passado [2024], falamos assim: “Vamos fazer uma viagem pra Viçosa e, quando voltar de viagem, matamos o vídeo”. E meio que foi isso. Dois ou três dias antes de eu voltar pra João Pessoa das férias, a gente sentou e montou o vídeo juntos no meu computador lá em Juiz de Fora e fizemos o bruto. Montamos a sequência das imagens, o som a gente tinha mais ou menos em mente, e vambora! Parti pra João Pessoa e foi mais ou menos isso.

Pode crê. O “Assinaturas 2” reflete um pouco da identidade de Juiz de Fora, né? Isso de andar muito de wallride e tal. Como que a arquitetura da cidade influencia vocês no estilo de andar de skate?

Então… não tem pico, né? E todos os picos que aparecem são aqueles que chamamos de “efêmeros”. Eles aparecem e desaparecem de uma hora pra outra ou, às vezes, lombra e não tem como andar mais. E a solução é andar em parede e andar, sei lá, numa borda que aparece ou num passeio com o chão horroroso. É basicamente parede que tem pra andar e as variações que dá pra construir a partir disso. E Assinaturas tem um pouco dessas marcas que a rodinha do skate deixa nas paredes, mas também é a marca que o skatista tem. Por exemplo, a assinatura do Josi é wallride, tipo, essa é a marca dele. A minha, por exemplo, é um nosegrind reverse, só sei dar isso, tá ligado? Então é um pouco dessa brincadeira também. O “Assinaturas 1” surgiu com essa ideia, entre o Josi e o Ian Dias, e daí, quando a gente tava fazendo o vídeo, a princípio não era esse o título. Só que eu falei com o Josi: “Josi, tá muito mais trabalhada a ideia do Assinaturas no nosso vídeo”. Porque, conforme o tempo passava, diminuíam os picos, então, tipo, só tava sobrando parede, só wallride. Nesse, a ideia tá muito mais trabalhada. A gente tem que dar continuidade a esse conceito do Assinaturas, vamos fazer como “Assinaturas 2”. No começo ele falou assim: “Ah, vamo ver…” Até que, realmente, pegamos todas as imagens e tinha muito wallride, nosejam e wallie (risos).

Assistindo ao “Assinaturas 2”, lembrei do Spirit Quest, do Colin Read. Tem inspiração de algum outro videomaker nesse projeto?

Pô, tem de muitos, mano. Até o skate de Juiz de Fora é influenciado, eu acho, por esses videomakers que eu vou falar. Vai desde o Josh Roberts com o Domingos, que é muito parecido com o estilo que a gente acabou adaptando no skate de Juiz de Fora (muito manual, muito wallride, manobras executadas rápidas, subindo e descendo passeios) ao Pontus Alv, com o In Search of the Miraculous, que também é uma referência foda. Tem os vídeos do Yoan Taillandier, da Magenta, com o A Night Tribe Called Minuit, que é um vídeo todo feito à noite, e isso também é uma coisa muito de Juiz de Fora. A única hora que dá pra gente andar é à noite. Então, é muito isso também. Tem os vídeos do Zach Chamberlin, lá de São Francisco; o próprio Colin Read, mas acho que mais no vídeo Tengu, tá ligado? O anterior ao Spirit Quest. Esse eu acho que é muito mais influência do que o próprio Spirit Quest, que saiu em 2015 ou 2016, né? Tem muitos videomakers que me inspiram, e a maioria é dessa estirpe da VX1000, dessa espécie (risos).

Daora! Agora quero falar um pouco sobre o seu setup. Qual câmera você costuma usar? Vi que você filma de VX também. Fala um pouco sobre isso.

Desde que comecei a fazer vídeos, em 2015, eu já gostava dessa estética de mini DV, mais analógica. E eu comecei com uma mini DV pequena, uma Panasonic 3CCD, e meu sonho era fazer vídeos com VX. Só que no Brasil é sem condições, da onde eu venho então… E daí eu fiquei com esse sonho por muito tempo, até que apareceu a oportunidade, que foi em 2021. Eu não tinha dinheiro nenhum, mas pedi emprestado, sabe como é (risos)… Fiquei um ano ou dois pagando a câmera, e um amigo meu, que tinha uma MK2, me emprestou ela, e foi assim por um tempo, até eu conseguir pegar por uma lente também. E, atualmente meu setup é a VX2100, com uma lente fisheye Opteka.

Style! A câmera analógica tem um charme especial, né? Com uma estética meio vintage, e tal.

Tem uma texturinha (risos).

Essa textura é inigualável no meio do skate. E a gente vê, hoje em dia, com as grandes marcas, que as imagens estão cada vez mais estabilizadas, com pouco movimento e tal. E, nos últimos vídeos que você gravou, é totalmente o contrário. É bem mais dinâmica, com algumas linhas em que você acompanha o skatista “na bota”, descendo e subindo passeios. E, sobre a trilha, tem algo relacionado à música que vocês curtem ouvir também, nessa pegada mais dinâmica?

Pô, tem total. Mas também tem muita influência do ambiente em que a gente está quando vai fazer as gravações. Na maioria das vezes, é à noite, e estou com a fisheye e o LED, então não tem opção a não ser acompanhar o skatista. E também é algo de preferência minha, tipo, eu curto muito filmar de fish, acompanhando. Acho que fico mais em sintonia com o skatista do que filmar parado com ângulo aberto, sabe? Fico mais no ritmo e no tempo, e parece que estou andando de skate também. Quando filmo parado, com o tempo vou ficando enfadado com aquilo. Fico pensando: “Aí, meu Deus. Volta logo!”. Mas, quando estou filmando acompanhando, não perco o gás, tá ligado? E, claro que a música influencia. Tanto que, nesse vídeo, desde o princípio, a gente tinha Golden Hen, do Tenor Saw, meio que cravada, tipo: “Vamos fazer um vídeo com essa”. O Josi é DJ e é uma música do set dele, uma música que a gente ficava gastando, porque gostamos muito. Sempre falávamos: “Essa música, mano! Caralho, a gente tem que usar ela um dia.” Aí, eu falei: “Mano, vamos usar essa música”. Mesmo sem ter o vídeo ainda. Eu dizia: “Vamos usar essa música pra qualquer coisa, porque ela é muito boa”. E também tem um pouco da virada de chave do Josi, que faz questão da parte dele dialogar-se com a sua pesquisa musical, que era dos anos 60 até 79. E agora ele deu essa passada de ir para os anos 90, tá ligado? E até mesmo pra comunicar um pouco com a estética da VX, daquela coisa dos anos 90. Então a gente trouxe um pouco essa estética mais de rua, de textura, que é uma coisa da VX mesmo, do som dos anos 90 e tal.

Eu reparei também que o Josimar é um multiartista. E acho muito legal que, no vídeo, aborda muitas coisas dele, não só as manobras, mas também a música, a arte, pintada ou datilografada. Muito style isso. Agora quero falar sobre a parte do João Galvão, que saiu na Free Skate Mag, e, pra gente aqui de Minas Gerais, ver alguém da nossa área indo pro mundo assim, por uma mídia maior, é muito satisfatório. Daí, queria que você falasse um pouco de como foi o processo e como é ter um vídeo seu numa mídia dessa magnitude.

Mano! Foi muito foda! Foi aquela coisa de realização de um sonho de moleque. Mas, ao mesmo tempo, a vida continuou, né? Nada mudou depois daquilo. Continuei tendo que estudar, me fudendo e tentando arrumar dinheiro de toda forma. Não pude parar minhas coisas para virar um videomaker e me dedicar a isso. Até agora, não posso fazer só isso, tá ligado? Mas, quando saiu o vídeo, tanto eu quanto o Gal pensamos: “Porra! É um ponto de virada”. Mas eu tinha que vir pra cá [João Pessoa] pra fazer faculdade, e travou o encaminhamento disso. Tanto que, depois disso, eu nunca mais filmei o Gal. A gente fica nessa, meio que promessa de fazer algo junto de novo. Mas mano, eu fiquei feliz pra caralho, né? Quem não ficaria feliz? E foi com aquela garra que a gente fez em muito pouco tempo, com uma pressão danada! A gente saía todo dia pra missão — todo dia é exagero —, tipo assim, saíamos à noite pra ficar horas filmando. E nos picos mais sinistros: morro e ladeira. E às vezes não voltávamos com nada. Eu com mochila, com peso, com um valor grande, subindo morro de casa 3, 4 horas da manhã. O esforço que tá por trás disso, pouca gente vê, tá ligado? E pô, a gente saiu numa revista chique demais. Só que, depois, senta a bunda na cadeira e vai estudar que a vida continua. Tipo isso.

É a realidade do Brasa!

É a realidade do brasa! A gente ficou feliz, mas é isso.

E teve algum impacto na cena local, esse vídeo? Teve uma première ou algo do tipo?

Teve, claro. Première é uma coisa que a gente costuma fazer com vídeos de até 3 minutos (risos). A gente faz vídeos só pra première. Pela emoção do evento, pra ver aquilo tendo forças e tal. E a première também foi correria. A gente fez numa praça que sempre rolou evento em Juiz de Fora, mas, depois de um tempo, ficou proibido e tivemos que fazer o evento sem alvará. Lotou a praça. Arrumamos um projetor, pegamos energia de lugares e deu tudo certo. E a “Só Força” passou em bastante lugares, mano. Tanto o “Só Força” quanto o “Assinaturas 2”, mesmo eu não estando presente. O “Só Força” passou em Curitiba/PR, São Paulo/SP, no Rio de Janeiro/RJ, em Belo Horizonte/MG, e foi isso. Teve uma projeção maneira.

E como você vê a cena de vídeos de skate no Brasil hoje em dia? Além disso, qual a importância dos vídeos mais longos, com mais pessoas, e com envolvimento da comunidade local para construir o projeto?

Sinceramente, acho que a galera precisa estudar mais. Ver mais vídeos antigos, se educar com o que já foi feito. Tem que entender que o Instagram é efêmero. Igual aquela geração que participou de muito campeonato e hoje a gente fica assim: “Cadê esse cara? Cadê as imagens dele?” Ninguém sabe, só escuta história… E o Instagram vai ser isso também, mano. O tempo vai passar e a gente vai ficar: “Lembra daquele maluco? Andava pra caralho! Será que tem coisa dele gravada?” E o Insta dele? Sumiu! Perdeu! Mas, por outro lado, tem lá, eu mandando um wallride manual num vídeo que vai estar lá, mesmo com o passar do tempo, tá ligado? Isso perdura. Acho que o forte dessas produções audiovisuais do skate, desde o início, é tentar eternizar o tempo. Mesmo que seja eternizado por um tempo — que pode ser breve — mas vai durar muito mais do que essas outras mídias efêmeras, tá ligado? Então, eu acho que tem muita coisa que foi feita que deve ser vista, não só pensando que tá sendo pioneiro naquilo, mas pra estudar como que faz aquilo de uma forma bem feita, com ritmo, e o que a galera pensava antigamente pra construir o vídeo. Não é simplesmente juntar um montão de imagens e colocar uma música, e pronto. É muito mais. Igual você mesmo falou: é feito em coletivo, é feito em conjunto. Uma parada de você sair junto e desenvolver as ideias. Porque skate não é só dar manobra, mano. No Brasil, inclusive, você não é só skatista. Você faz milhões de outras fitas. O Josimar, por exemplo, é artista gráfico, pintor, produtor, DJ, pesquisador… enfim, ele faz mil e uma fita, tá ligado? E ele tá envolvido com várias outras coisas do audiovisual também. Então é isso: a gente tá envolvido num outro universo além do skate. Tem que trazer um pouco desse universo também pra dentro do skate, precisamente na questão do audiovisual.

Concordo. 

Falei de uma forma meio prolixa mas acho que deu pra entender, né?

Ficou bem claro a ideia, mano. Estamos chegando ao final da entrevista e gostaria que você desse alguma dica pra gente poder continuar fomentando a cena.

Massa! Quero continuar acompanhando e seguindo o trabalho de vocês. Curto muito isso. Sempre que tenho tempo, eu vou nos sites mesmo, da Jenken, da Free, não no Instagram. Leio as matérias, vejo o que está acontecendo. Porque é isso, mano, eu gosto desse universo do skate, não só de dar manobra, tá ligado? É uma cultura muito rica que já tem um histórico, muita coisa está sendo feita e muita coisa já foi feita. É muito foda consumir isso. Pensar: “Caralho! Eu faço parte também dessa cultura e estou contribuindo pra isso”. Deixando aquele legado, mesmo que seja um legado tímido, igual vejo que deixei lá em Juiz de Fora. Tipo, é isso que me importa, porque quando eu comecei, os meus ídolos eram Josimar, André Viana… que são os caras que estavam perto de mim. Então, eu acho que é isso de fomentar o interior e quem está ao seu redor e botar eles pra cima também.

É isso. Porque no final das contas, a cena local é que tem as pessoas que vão estar com você no dia a dia. São as pessoas que você vai poder dar um salve pra andar de skate.

Pois é. Tem que estar ali, em conjunto com o seu bando mesmo. Skate é isso. É um pouco clichê, né? Ficar falando isso, mas não tem como fugir disso. Tipo no vídeo “Só Força”, era só eu e o Gal saindo na madrugada, naquele corre. Então, não tinha ninguém registrando nada, sabe? Foi uma coisa muito de estar em sintonia um com o outro. Josi e eu zuava chamando isso de “date”, tipo: “Vamos sair de date hoje?” (risos). Era muito aquela coisa de só estar nós dois, na mesma vibração, naquela sinergia. Não tinha gente tirando fotos, fazendo a cobertura. Tanto que é só imagem de fish. Porque às vezes a gente chegava no pico e falava: “Esse pico é embaçado! Vai lombrar e a gente tem poucas tentativas”. Vai, tenta e dá errado, dá um tempo e volta lá e tenta de novo. Então, mano, é muito rataria, o que a gente fazia era os ratos saindo do bueiro de madrugada pra tentar fazer umas imagens, voltar e no outro dia estar arrebentado. É muito underground, mano. Por isso que eu achei foda você ter feito aquela entrevista [Memórias da Rua] e ressaltar aquela coisa da cultura underground. Porque, mano, até os vídeos que me influenciaram no começo, nessa época de 2015, era duma galera underground, só que na Europa, e fazia vídeos assim, tá ligado? Tipo Masaki Ui, que é um cara que andava pra Magenta e nem sei se anda mais, fazia uns videozinhos, mano, que era basicamente uns caras remando e dando ollie, tocando uns jazz de fundo, e era mó maneiro. E eu pensava: “Que foda isso, sair de um lado para o outro na cidade dando uns fifty de passagem”. Era isso que me pegava. Skate de alguma maneira é isso, tá ligado? Não é você ficar tentando uma manobra milhões de vezes, técnicas super difíceis, sei lá. Eu acho maneiro vídeos que te dão ritmo, que te envolvem, que te deixam dentro da parada, que a música te pega e te deixa aquecido. Te provoca a sensação de tipo: “Caralho, mano! Eu quero sair e fazer isso”. Tanto que com o “Só Força”, a gente teve um retorno muito grande, tivemos retorno de caras que eu sempre admirei. Tipo, Sean Greene, da GX1000. O cara veio falar comigo, mano. O cara que mais desce morro do mundo falando: “Eu vi o vídeo e me deu vontade de sair para andar de skate”. Caralho, mermão! Não gosto de paparicar esses caras, mas pô, o cara é ídolo. E o cara viu meu vídeo e ficou com vontade de andar de skate. 

É isso, meu mano, muito obrigado. O skate agradece!

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