No dia 25 de janeiro de 2026, Alessandro Brito, mais conhecido como Alê, convocou amigos para comemorar uma importante decisão de vida: a mudança de cidade em busca de seus sonhos. A celebração aconteceu num spot DIY, localizado em uma antiga quadra de futsal, no centro de Divinópolis (MG).

Natural de Formiga, cidade do interior de Minas Gerais com pouco menos de 70 mil habitantes, Alê Brito teve seu primeiro contato com o skate ainda aos 8 anos de idade. Em frente à sua casa havia uma pista – a mais conhecida da cidade – localizada próxima à rodoviária, espaço que, por muito tempo, sediou campeonatos e encontros do skate local. Foi ali que o formiguense começou a se destacar, chamando atenção pela rápida evolução no carrinho e por seu estilo inconfundível.

Há alguns anos, Alê se mudou com a família para Divinópolis, município também do interior mineiro, mas um pouco maior, com cerca de 240 mil habitantes. Ainda assim, viver do skate em cidades desse porte segue sendo inviável. A dificuldade de acesso ao mercado, a pouca visibilidade, a desvalorização do skatista que busca a profissionalização e vários outros percalços, comuns em diversas regiões, mas intensificados fora dos grandes centros, tornam o caminho ainda mais árduo.

Alê Brito, ollie north. Foto de Brenndel Ferreira

Hoje, aos 21 anos, Alê soma 12 anos de dedicação ao skate e decidiu ir além da zona de conforto para perseguir seu sonho. A mudança de Minas Gerais para São Paulo marca um novo capítulo em sua vida. Um passo que demonstra como o skate, para além da prática esportiva, influencia escolhas, trajetórias e modos de existir dos skatistas.

A decisão de Alê não é um fenômeno isolado. As oportunidades para quem deseja viver do skate fora do circuito competitivo são escassas e, em sua maioria, concentradas nas grandes metrópoles do país. Isso faz com que muitos skatistas precisem seguir esse mesmo roteiro – algo que, vale lembrar, não é exclusividade do skate, já que atletas e artistas de diferentes áreas percorrem caminhos semelhantes. Contudo, mais do que mudar de cidade, é preciso disputar espaço em um jogo (o game do skate) no qual talento, por si só, não basta. 

Histórias como a de Alê Brito se repetem em diferentes regiões do Brasil e também fora do país. Trata-se de um movimento tradicionalmente reconhecido dentro da cultura do skate e que, ainda hoje, representa a principal e, muitas vezes, a única forma de conquistar espaço para, finalmente, viver daquilo que se ama.

Para celebrar esse passo importante, nada mais simbólico do que um vídeo de skate ao lado dos amigos que o apoiam e torcem para que Brito – assim como tantos skatistas apaixonados pelo carrinho – alcance seus objetivos e realize seus sonhos.

Confira como foi essa celebração no vídeo abaixo.

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One response to “Rataiada na despedida do Brito”

  1. Avatar de Ivan

    Verdadeirooo

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