Na última terça-feira (21), Belo Horizonte recebeu a première do novo vídeo da G7 Crew, Íris de Tô. A Rataria Skate Media esteve presente para acompanhar o lançamento e conversar com os integrantes da crew, buscando entender o processo criativo por trás do trabalho. O encontro também serviu para refletir sobre o cenário atual do skate, a importância dos vídeos de rua e o papel das premières na preservação dessa cultura.

Fundada em 2003, em Belo Horizonte, a G7 Crew é um dos coletivos mais importantes do skate mineiro, reconhecida como referência na contracultura urbana. Com um vasto repertório de vídeos e projetos autorais, o grupo segue investindo em ações que valorizam o skate como estilo de vida e expressão cultural. Íris de Tô é o mais recente projeto audiovisual da G7, nascido de uma vivência interna que agora ganha o mundo em forma de filme.
Prestes a completar 22 anos de trajetória, o coletivo continua movimentando a cena por meio da nova geração. À frente do projeto estão Raphael Alves, Vinicius Meira e Alexandre Alvarenga, que captam a identidade estética da crew com filmagens realizadas nos caóticos espaços públicos de grandes metrópoles brasileiras.


Entre os destaques do vídeo está João Gabriel, skatista e artista da crew. Segundo Raphael Alves, seu nome já era desejado para os novos projetos há algum tempo. As gravações ganharam força após Raphael e Vinicius adquirirem novas câmeras e se juntarem ao restante do grupo. Nesse período, Arthur Dias, que estava de passagem pelo Brasil, também participou das filmagens, contribuindo para a produção do material.
O protagonista do vídeo, no entanto, é Gabriel Loureiro (também conhecido como Tôrôrô), cuja história inspirou o título Íris de Tô. Para se manter em São Paulo, Gabriel se cadastrou em um aplicativo de criptomoedas que exigia o escaneamento da íris como forma de verificação. Em troca, o app depositava moedas digitais que podiam ser convertidas em reais. O episódio virou piada entre os amigos, que decidiram eternizar o momento batizando o vídeo com o nome inusitado.
Junto à première, aconteceu uma exposição de camisas da Família de Rua, apresentando peças que marcam o início da trajetória do coletivo até os dias atuais. A organização, responsável pelo Duelo de MCs Nacional, foi quem sediou o evento e reuniu diferentes expressões da cultura de rua em um mesmo espaço.
É em encontros como esse que a criatividade e a expressão dos skatistas ganham forma e sentido. Sair às ruas para filmar com os amigos é um ritual que fortalece vínculos e dá propósito a quem vive o skate como filosofia de vida. O carinho dos skatistas por esses eventos explica por que as premières seguem sendo cultuadas como uma tradição dentro da cena.


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