Seguindo as palavras do lendário JM DAGGER,o skate verdadeiro não morreu”, podemos afirmar que ele realmente continua vivo, e não vai morrer enquanto existirem skatistas como Pedro Henrique e Luiz Gustavo, que vêm diretamente de Curitiba: cidade que respira skate há décadas e que é berço de crews e skatistas de enorme relevância para a cena nacional e até mundial.

O vídeo apresenta uma crítica direta à cena atual, em que as Olimpíadas acabaram distorcendo, para o público leigo, o que realmente é o skate. Além disso, vale lembrar que muitos skatistas atualmente estão cada vez mais voltados para os campeonatos, seja pelo status, pela competição ou até mesmo pela necessidade de se manter no corre através das premiações. Esse cenário é ainda mais evidente no skate de transição no Brasa, onde produções como essa são bem mais raras em comparação às partes de streeteiros – o que acaba empurrando ainda mais o foco para os campeonatos. E, é justamente por isso, que esse vídeo se torna único.

Outro ponto que vale ressaltar é a escolha das músicas, um fator essencial na produção de qualquer vídeo de skate. Aqui, começamos com Chico Science e encerramos com duas pedradas da banda curitibana Doenças e Outros Infartos. O resultado casou perfeitamente com o skate do Pedro, tornando não só a trilha sonora, mas um elemento que amarra todos os outros e integra, harmoniosamente, a identidade da produção. A obra se destaca por não focar só nas manobras em si, mas em um skate expressivo, completo, carregado de personalidade, que representa muito bem a essência da nossa cultura. É um daqueles vídeos que te inspira, te faz querer se jogar e andar de skate com sangue nos olhos.

Para o Só Mais Uma desta semana, deixo aqui a minha indicação. Parabéns a todos os envolvidos! A cultura do skate agradece. São projetos como esse que mantêm vivo o verdadeiro espírito do skateboard.

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