“Tive acesso a oportunidades que jamais teria sem o skate”, “eu não teria tantos amigos se não fosse o skate”, “não teria conhecido tantos lugares se não fosse skatista”… quantas vezes você já ouviu frases como essas nas rodas de conversa dos skatistas? O skate está sempre rompendo barreiras, e isso não é novidade. Embora seja “apenas” um objeto de madeira e metal, tornou-se um potente agente de socialização, capaz de conectar pessoas, abrir caminhos e ultrapassar fronteiras. Basta conversar com a maioria dos skatistas que estão no corre para perceber: essas histórias se repetem e ecoam com frequência.

Agora imagine: num dia, você ainda conta com a ajuda da mãe para marcar uma consulta médica ou resolver burocracias chatas da vida adulta; no outro, está viajando sozinho pela Suíça, sem falar nenhum outro idioma além do português. Foi essa a experiência vivida por Gabriel Leandro, o Leleta. Por sorte, a linguagem do skate é universal, e teve papel decisivo nessa trajetória. Quando faltavam palavras, era o skate que fazia a mediação.

Fortão foi o resultado dessa viagem, e também a materialização de um sonho para o skatista de Ourinhos, interior de São Paulo. Nem tudo, porém, foram flores. Alguns desafios extrapolaram o gargalo linguístico que o skate poderia resolver: de um incidente envolvendo seu skate que derrubou um motociclista na Espanha à uma diária na temida “salinha” da imigração suíça.

Nada disso impediu que o ourinhense produzisse uma video part de altíssimo nível em apenas 21 dias. Insano. Não por acaso, foi tratado como lenda na publicação de Fortão pela Free Skate Mag. Para entender melhor essa viagem, fomos até Leleta para trocar essa ideia.

João Galvão: Como surgiu a oportunidade de ir para a Suíça para filmar “FORTÃO”? Vimos na sua entrevista na Free que você chegou a ser preso lá… Como foi o desfecho e o que passou na sua cabeça na hora?

Gabriel Leandro: Na real, eu não tinha um planejamento de ir pra Suíça, mas fiquei sem grana pra alugar uma casa em Barcelona. O Kilian Zehnder estava em Barça também e me disse pra ir pra casa dele, na Suíça. Foi aí que surgiu a ideia de ir pra lá. Fui sozinho, pra ficar na casa de uma pessoa que eu não conhecia, porque o Kilian só ia chegar dois dias depois. Quando cheguei no aeroporto, estava rolando uma operação de controle. Eles perceberam que eu não tinha passagem de volta pro Brasil e que eu estava com pouco dinheiro. Na Suíça, isso é como cometer um crime. Por causa disso, acabei sendo detido. Mesmo explicando toda a situação, me prenderam. Eles queriam entender por que eu estava entrando nessa loucura no país. Na minha cabeça passou um filme. Achei que ia ser deportado, que eu ia me foder por causa disso. E eu ainda tinha um mês na Europa. Se eu fosse deportado, não conseguiria realizar o sonho de fazer a parte. Mas, no outro dia, os caras me soltaram como se nada tivesse acontecido. Esse foi meu primeiro contato com a Suíça. Muito louco. Mas agradeço a Deus por tudo ter acontecido e aos meus parceiros, Kilian e Jon Wolf. Eu quase fui preso em Barcelona também (risos). Eu tava tentando pular uma escada e o skate espirrou para a rua, e veio um cara de moto e sofreu um acidente por causa do meu skate. Daí, vieram duas motos da polícia atrás. O Marcelinho e o Zezé olharam para mim e disseram: “corre!”. Os caras cataram minhas coisas e saíram correndo. Eu saí correndo também, só que cada um foi para um lado, e eu fiquei sozinho, sem saber para onde ir. Voltei. Pensei: “é melhor eu voltar do que correr, porque, se os caras me pegarem, vão me prender por justa causa”. Os policiais começaram a comer minha orelha. Falaram uma pá de coisa, e eu não fazia ideia do que eles estavam falando. Eu estava só tentando pedir desculpa, tentando falar em espanhol para eles que não queria fazer isso, que eu estava só andando de skate. E os policiais querendo meu passaporte, e eu sem nada, porque os caras levaram todas as minhas coisas. Não deu nada no fim das contas, o cara da moto ficou de boa também, não queria ir para a delegacia. Quinze dias na Europa e eu achei que ia ser preso. Loucura.

O skate sempre rompe barreiras. Quando o skatista está com ele nos pés, especialmente no seu caso, não existe gringo que não entenda a mensagem. Mas, fora do skate, como foi a convivência com pessoas que não falavam a sua língua?

O mais difícil, pra mim, era tá na Europa. Então eu desenrolava do meu jeito. Não tinha vergonha de nada. Falava errado mesmo. E os caras me corrigiam: “tá errado!”. Então, como é que fala certo? E foi assim que eu fiz.

Você trombou muito brasileiro lá?

Sim! trombei muito brasileiro lá. 

E você falou mais com brasileiro ou com gringo? 

Foi meio termo. Eu tentava falar com mais gringo pra aprender mais.

Na Suíça o bagulho deve ter ficado mais difícil, né, mano?

Foi aí que entrou a história do skate. O skate fala por nós, né, mano? E eu tentava falar pros caras: “I’m have a nice night”. Que é, em vez de eu falar pro cara ter uma boa noite, eu falava pro cara que eu teria uma boa noite (risos). Quando eu falei isso, todo mundo começou a chorar de rir.

26 dias, 21 clipes. Você faz alguma coisa para o corpo conseguir render tantas bombas em tão pouco tempo ou é só pura vontade de manobrar?

Fazia exercício todo dia, mano. Gelo no pé todo dia. O corpo ficou podre. Tinha dia que meu pé ficava inchadão, parecia que eu tinha torcido o pé, só que era apenas de andar todo dia. O corpo tava todo arregaçado.

No vídeo “Em Quadros” da Cemporcento você disse que demorou 3 a 4 meses pra fazer um vídeo de 1:57; já no “Fortão”, na Suíça, você gastou apenas 26 dias pra fazer 3:15. O que a Suiça tem que o Brasil não tem?

É muito pico em um só lugar. Em Zurique, onde eu fiquei, a cidade inteira parece uma skatepark, mano. Então, a cada esquina é um pico diferente. Eu rendi tanta imagem que algumas nem entraram no vídeo. Além disso, teve as imagens que eu rendi de celular. É muito pico. Por dia, eu colava em mais ou menos 10 picos com o Jon Wolf. Conseguimos filmar 5 imagens por dia. Eu só consegui realizar esse sonho por causa do Jon Wolf. O Kilian ia fazer uma missão numa bordinha que era numa escada. Era numa entrada de concessionária de carros. E era extenso, com 3 degraus. Onde eu dou um nollie crook nessa minha parte. O Kilian dá switch tail to switch flip. Enquanto ele estava tentando essa, eu rendi várias manobras. Primeiro eu dei um crook, depois o nollie crook, depois eu dei o tail heelflip, depois eu dei flip de front subindo a guia e switch flip many. Mas ele só usou o nollie crook nessa part. Os caras começaram a perguntar: “quem que é esse moleque?”. Aí o Kilian respondia: “esse moleque é do Brasil. Ele veio aqui pra fazer uma parte”. Foi quando o Jon Wolf falou pra mim colar na sessão com eles. O Kilian viajou, foi pro campeonato em Malmo, no STU. Aí ele disse pro Jon ficar comigo pra fazer uma parte com ele. Que foi quando eu fiz o nollie heel de back que fechou minha parte. Foi nossa primeira sessão juntos, só eu e o Jon, e o nollie heel de back inspirou ele de verdade. Nesse mesmo dia, ele ficou tão feliz que pagou um McDonald’s pra mim. O Sven, o mano que tem a participação no vídeo, sempre tava comigo. E toda vez que eu rendia as tricks, ele falava: “weed for clips”. Quando eu rendia cinco clips, ele me dava muita maconha. O cara é o mais foda da Suíça, OG de verdade, tem 40 anos e anda de skate todo dia. Todo dia ele tenta uma trick nova. E ele filma muito, acabou de sair uma parte dele na Free também. Se não fosse pelo Jon Wolf, nada disso seria possível, e quem fez a conexão foi o Kilian.

“Nenhum sonho é pequeno demais, nenhum sonho é grande demais”, frase sua dita na matéria da videopart FORTÃO. Agora que você foi considerado uma lenda pela conceituada revista Free Skate Mag, quais são seus objetivos para continuar correndo atrás dos seus sonhos?

O que eu quis dizer sobre nenhum sonho ser tão grande e nenhum sonho ser tão pequeno é porque tem muita gente que tem tudo sem precisar de fazer esforço. E nós, do outro lado, não temos nada e precisamos fazer muito pra poder sentir o prazer que muita gente já tem e nem sabe. É simplicidade mesmo, não um bagulho grande, de dinheiro. Eu saí de Ourinhos, interior de São Paulo, e nunca fui rico, nunca tive nada. Só acreditei e sonhei. Pensei: “o meu sonho, eu sei o tamanho dele e eu vou atrás dele porque eu acredito”. E eu, lá na Suíça, fazendo o vídeo com o Jon Wolf, fazendo a entrevista com ele, foi quando eu vi: não importa onde você está, se o sonho é pequeno ou grande, você só tem que acreditar nele, ser fiel ao seu sonho e continuar firme, com os pés no chão, independente se a maré vai vir alta ou baixa, se vai chover, se vai estar deserto. Você só tem que continuar. Isso foi a confirmação de tudo: eu tava na Suíça, vendo os picos. Essa foi minha maior realização. Eu nunca imaginei que eu ia poder pisar na Suíça sozinho. Moleque do interior, que não saía do lado da mãe. Minha mãe me levava pro médico, fazia tudo comigo. E eu só fiz isso por causa do skate, pelo amor ao skate. O skate me incentivou a sair de casa, a passar por esse frio na barriga de estar sozinho, de passar pela experiência de ser preso porque eu queria andar de skate. Agora é profissionalizar a minha carreira. Organizar mais as minhas imagens, trabalhar mais partes. Quero assinar um contrato com a New Balance, viajar pra outros lugares. Meu foco agora é viajar para a América, fazer uma parte lá. Também quero fazer meu pro model pela Internüs, soltar minha parte solo com a Internüs. “Fortão” foi uma parte solo minha e do Jon Wolf; agora eu quero fazer uma pela Internüs. Depois, uma parte pela New Balance. Quero continuar fazendo até minhas pernas não aguentarem mais, porque é o que eu nasci pra fazer. Muito amor ao skate e a todas as pessoas que sempre me ajudaram e estão me ajudando. As pessoas que me inspiram e as que eu inspirei também. O skate é assim, é uma troca. Então eu quero ser isso, eu quero ser o skate, quero estar aqui pro skate, me doar pro skate. O que eu puder fazer, eu quero fazer. Não ligo se eu não ganhar nada.

Que história é essa de se comunicar com seu videomaker por meio de improvisos do rapper Westside Gunn? Como essa comunicação acontecia, na prática?

Foi natural. Eu sempre ouvi os caras aqui no Brasil, sempre curti o som deles, e quando o Jon colocou o som deles lá, eu falei: “nossa, Jon, é isso, mano!”. Essas músicas são muito boas pra andar de skate, me inspiram muito, é isso que eu gosto, essa sensação, essa vibe. E o Jon era na mesma sintonia, porque ele já gostava disso, então não precisava forçar nada, foi muito natural. E quando nós queríamos mesmo conversar de verdade, aí nós pegávamos o Google Tradutor, quando ele precisava falar algo específico. Mas, em geral, não tinha muito o que falar. Nós íamos pra rua, ouvíamos música e não precisava conversar muito. Quando chegávamos nos picos, eu sabia o que tinha que fazer: varria o pico, deixava tudo certinho. Começava a andar, e a única coisa que ele falava pra mim era: “tal manobra combina com esse pico, você consegue?”. Às vezes eu conseguia, outras vezes eu sugeria manobras diferentes. Fui aprendendo a falar o básico do inglês. Aprendi a falar que tava com fome, ele ficava me perguntando: “you hungry?”. Eu respondia: “I’m hungry, bro”. Ele sempre tinha chocolates ou frutas na van. O Jon é foda. Mas, claro, quero aprender a falar inglês. Ficar nessa pra sempre é foda, né? Preciso estudar, focar mais no inglês pra facilitar a vida de todo mundo, tanto a minha quanto a dos caras que querem trabalhar comigo. Fazer outras amizades, poder me virar sozinho no mundão aí, porque nem sempre eu vou estar com os amigos pra me ajudar.

Na entrevista com o Enrico ele comentou um pouco como foi que vocês se conheceram. Desde o momento da sua lesão que te levou a voltar para Ourinhos de cadeira de rodas e que te fez perder todos seus apoios da época, até o momento que você voltou a colar para as sessões em SP. Como foi esse momento pra você e qual o papel da Internüs nesse seu recomeço?

Mano, a Internüs foi muito importante na minha vida nessa época. Meu pé saiu do lugar e eu não sabia quando eu ia voltar a andar de skate, então quem me ajudou a voltar pra minha casa foi a Internüs, pra mim ficar com a minha família lá até eu me recuperar. Meus patrocinadores, na época, me abandonaram, e eu fiquei sem dinheiro pra poder ir atrás de um fisioterapeuta e dos medicamentos. Meus familiares que me ajudaram. Daí, quando eu voltei a andar de skate, a manobrar mesmo, eu senti que precisava voltar pra ativa, fazer uma parte e entrar numa marca pra trabalhar. Foi quando eu liguei pro Vitinho, que tá morando com o Carlos Iqui em Lisboa. A Internüs sempre foi minha família, e eu nunca tinha almejado entrar nela pra trabalhar. Nós já fazíamos isso, filmávamos juntos, andávamos juntos, eu já usava os bagulhos da Internüs sem compromisso. Nós sempre fomos assim, saía pra rua pra catar os pico. Só que, nessa conversa com o Vitinho, enquanto falava pra ele que precisava entrar pra uma marca, tipo, qual marca que tem um conceito original, que é família, que não vai me abandonar, que é pra sempre? Foi quando eu vi que era a Internüs. Não foi nem o que eu pensei, foi o que o Vitinho tinha falado: “e a Internos?”. E aí brilhou a minha mente. Eu falei: “mano, é a Internos, vai ser com esses caras que eu vou voltar pra ativa, a trabalhar e a crescer junto”. Como é que eu não pensei nisso antes? Tava na minha frente e eu não conseguia enxergar. Sabe quando as coisas tão fáceis de enxergar e você não consegue ver, porque você tá com pressa? É tipo isso. Só que aí, conversando com o Vitinho, ele abriu minha mente. Nessa mesma hora, eu liguei pro Henrico. Falei: “quero entrar pra Internüs!”. Daí o Henrico disse que ia falar com o Bom, que íamos fazer uma reunião, e desligou. Daí passou não sei quantos dias e o Henrico me ligou pra dizer: “mano, nós queremos anunciar você como o novo skatista da Internüs”. Foi quando tudo começou. Essa história linda que estamos construindo com essa família aqui, morando juntos, fazendo o skateboard acontecer. É muito louco, o bagulho já tava encaminhado. 

Como você faz para se manter no corre do skate brasileiro sem estar correndo STU?

Eu vou nos campeonatinhos de vila, em best tricks, vou em qualquer coisa. A premiação eu vendo pra fazer um dinheiro, sou garimpeiro. A Internüs me banca aqui em São Paulo pra poder trabalhar com eles. E, nesse período que eu estou aqui, o Fernando, um amigo meu, fotógrafo de várias marcas, que trabalha com fashion week, me chamou pra fazer um trabalho. Esse meu amigo pegou uma foto minha que eu tinha acabado de postar no Instagram, mostrou pro amigo dele, que tinha uma marca, e me chamou pra fazer uma campanha. E essa marca ganhou uma campanha em Londres, que tava com a minha cara estampada. Pra mim, isso não fazia sentido nenhum, só que, no mundo da moda, tava bombando. A partir disso, uma agência me chamou pra trabalhar, e eu falei: “vambora!”. Fazer dinheiro só com skate é foda. Correr campeonato com a molecada, ficar na competição sempre é chato. Eu gosto de me divertir, de estar na rua. Fazer esse corre de grana é mais pela necessidade mesmo, de não ter recurso pra poder viajar, somar com os moleque em casa e tals. Então, por isso, tenho que tá no corre de participar de qualquer campeonato. Se eu tivesse muito dinheiro, ia ficar só filmando na rua, que é o que eu gosto mesmo, tá ligado? Eu tiro uma renda com a moda, consigo fazer dinheiro assim. Mas nada mudou. Eu faço moda, mas ainda continuo correndo os campeonatos. Hoje em dia minha visão mudou bastante. Antes eu tinha preconceito com a moda. Nada a ver, hoje eu tenho as moral de fazer um desfile. Tô até atuando.

Quais os planos para 2026? Está trabalhando em algum projeto de vídeo?

Sim, claro. Depois de fazer essa parte na Suíça, vou vim forte agora. Quero fazer uma parte só com os melhores clips nos picos mais da hora. A Internüs tá se criando bem mais. Estamos ficando cada vez mais profissionais com o passar do tempo. Quanto mais trabalhamos na rua, querendo ou não, mais estamos nos profissionalizando. Estamos com um projeto esse ano. Esse ano quero render muitos clips pra Internüs, pra esse projeto. Não vai demorar muito. Não quero que demore. E, também, quero muito uma capa na Cemporcento, que é meu sonho desde moleque. Seria mais um sonho realizado. É a mesma coisa de viajar pra Suíça, mesma sensação. É tipo os tesouros da vida que encontramos por aí. Aqueles baús raros, que é difícil de abrir. Estou sempre em busca desses baús. Nós somos os piratas e estamos seguindo o mapa em busca desses tesouros. E a Internos é a tripulação dos piratas. O REC é o remo; os shapes são as espadas.

Fique a vontade agora para falar alguma coisa que a gente não perguntou e que você acha importante.  

Mano, primeiramente, eu queria agradecer à Rataria por ter se interessado em fazer essa entrevista comigo. Pra mim, é muito importante essa entrevista pras pessoas me conhecerem. As pessoas me conhecem bem mais numa entrevista do que só assistindo meus vídeos. Muita gente me conhece e nunca me trombou pessoalmente. Sempre que eu vejo uma entrevista de alguém que eu gosto, fico muito feliz de poder conhecer o jeito que a pessoa é de verdade e pensar: “essa pessoa é igual eu”. Você se identifica com a parada e se inspira mais pra andar de skate. E os amigos é tudo! Obrigado Rataria, máximo respeito. E outra, muitas marcas são assim: se o mano precisa de ir para o campeonato, ela dá o dinheiro. Se ele precisa de roupa, ela dá a roupa. Mas qual marca que planeja a carreira do mano? A Internüs faz isso por mim. Eu só ando de skate. Não sei lidar com essa outra parte. Mas, quando eu chego aqui pra trocar ideia com o Henrico, ele tá com um monte de planos pra mim: tem isso pra você fazer, tem aquilo… Me agenciando mesmo, tá ligado? Isso é mais do que ser apenas uma marca. Ele tá sendo um pai pra mim. A Internüs é a minha família. Da mesma forma que a mãe pensa no filho: vai ter que ir pra escola, depois ir pra faculdade, tem que fazer um curso pra poder trabalhar, tá ligado? E a Internüs tá sendo isso pra mim. Cada passo que a gente dá é planejado. A Internüs tá me ensinando a ser assim também. Eu nunca fui assim antes, eu era jogado. Eu deixava ser do jeito que tinha que ser mesmo. Só que, planejando, as coisas acontecem. Então é isso! A Internüs é a minha família. Obrigado!

Categories:

Deixe uma resposta

LEIA MAIS...