Fruto de uma já clássica ocupação do universo do skate, na qual quadras de futebol acabam virando picos: foi assim que surgiu um dos lugares mais divertidos para andar de skate em Divinópolis. A quadra, apelidada carinhosamente de “quadrinha”, fica em uma rua sem saída, nas imediações da zona central da cidade, mas muito bem aproveitada na construção dos obstáculos (tanto que se tornou funcional tanto para o skate quanto para o futebol).
O projeto foi desenvolvido em 2018 pelo mestre William Neves, o Pinguim, um dos pilares do skate em Divinópolis. Além de idealizar o pico, ele colocou a mão na massa junto com os skatistas locais e fizeram acontecer (viva o DIY!). O pico surgiu em uma época em que o Parque da Ilha, local mais frequentado pelos skatistas da cidade, estava fechado devido ao problema recorrente com os carrapatos. Com isso, os skatistas permaneceram unidos e reinventaram a quadra enquanto o parque estava indisponível.

Seis anos depois, estamos aqui para comemorar a conquista da ampliação desse pico, com a construção do banks ao lado da quadra. Divinópolis estava carente de pistas de transição acessíveis, já que, até então, a única era o lendário Horto, construído em 1988 no antigo Parque do Gafanhoto. Essa é uma das pistas mais antigas de Minas Gerais, porém, devido à sua localização afastada, literalmente no meio do mato, ela é de difícil acesso para quem não tem carro ou tempo para se deslocar até lá para uma sessão.
A conquista de mais um espaço representa um grande avanço para o skate na cidade, aumentando as opções de lugares para andar. Isso contribui para a formação de uma geração de skatistas mais versáteis, que andam tanto na rua quanto nas transições, algo cada vez mais comum no skate que vivemos hoje.


Nos últimos anos, Divinópolis tem recebido campeonatos de transição em pistas privadas, às quais poucos têm acesso. Esses eventos, inclusive, cobram entrada até de quem quer só assistir, e no fim das contas, não acrescentam nada à cena do skate local, sendo muitas vezes voltados para pessoas de fora. Além disso, trazem marcas que não contribuem de verdade para o desenvolvimento do skate na cidade, só beneficiam quem está envolvido diretamente com o campeonato.
Com essa nova pista pública e acessível, abrimos oportunidades para que todos possam aprender a andar. Quem sabe, nos próximos anos, teremos skatistas locais participando dos eventos que antes só eram acessíveis para quem podia frequentar as pistas privadas.
Por fim, gostaria de agradecer a todos os skatistas envolvidos no projeto e mandar um salve especial para o Pinguim e para o Claus. O skate agradece! Esperamos todos os verdadeiros na inauguração!




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